Em Transe de 19 de Abril
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Jonny Nash - Make A Wilderness - Apparition
Logic Moon - Phoenix - I Will Always Remember
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Deaf Center - Low Distance - Movements /The Ascent
Rafael Anton Irisarri - Peripeteia - Refuge/Refuse
protoU - Anomalies - Pellucid Waters (feat. Hilyard)
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Luís Fernandes - Demora - Demora Pt.2
David Norland - Glam Tear Stain - Agate Or Barium
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Felt - Ballad Of The Band (Single) - Candles In A Church
Rachel Grimes - The Clearing - The Clearing
Sufjan Stevens And Lowell Brams - Aporia - Climb That Mountain
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(Last Show April 12)
Foi quando
nesta tarde de quinta-feira
que a luz entrou dormente
quase suspensa pela janela
e os livros iluminados obliquamente
descubro um prazer escondido
numa vela apagada.
Podia ser mas não é.
Estou só
também o mundo
a paragem colectiva no suspiro sufocado
lembra que não estamos inteiros para Abril.
Está longe a pátria dos sonhos partilhados
Está pálida a carne dos corpos enclausurados
A canção chama lentamente os espíritos
para dentro do quarto
o tempo roda insano à nossa volta
como moscas que vigiam vagarosamente
o apodrecer da fruta
cobiçam o sangue, negro até ao infinito.
Só depois da morte o branco
Só depois de aflito se libertam os pulmões
Risco as palavras
Por mais quanto tempo?
as mãos embaladas ao som das máquinas da cidade
e em cada raio vagaroso que bate no ferro
sepultamos as esperanças.
Foi quando
nesta tarde de quinta-feira
que a luz entrou dormente
quase suspensa pela janela
e os livros iluminados obliquamente
descubro um prazer escondido
numa vela apagada.
Podia ser mas não é.
Estou só
também o mundo
a paragem colectiva no suspiro sufocado
lembra que não estamos inteiros para Abril.
Está longe a pátria dos sonhos partilhados
Está pálida a carne dos corpos enclausurados
A canção chama lentamente os espíritos
para dentro do quarto
o tempo roda insano à nossa volta
como moscas que vigiam vagarosamente
o apodrecer da fruta
cobiçam o sangue, negro até ao infinito.
Só depois da morte o branco
Só depois de aflito se libertam os pulmões
Risco as palavras
Por mais quanto tempo?
as mãos embaladas ao som das máquinas da cidade
e em cada raio vagaroso que bate no ferro
sepultamos as esperanças.
Poema | Poem by - Ana Freitas Reis
Fotografia | Photo by - Alípio Padilha
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