Em Transe de 12 de Abril
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Sven Laux & Harry Towell - Until We Fall - We've Been Waiting For You
Kryshe - Continuum - Continuum
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Arve Henriksen - Places of Worship - Alhambra
Ben Bertrand - Manes - Those Behind Us That We Follow
Eivind Aarset, Jan Bang - Snow Catches on Her Eyelashes - Nightspell
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Nine Inch Nails - Ghosts V: Together - Together
Nils Frahm - Empty - No Step on Wing
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Roger Eno, Brian Eno - Mixing Colours - Burnt Umber
Merrin Karras - Northwest Passage - Drawn, Quartered
Rafael Anton Irisarri - Peripeteia - Arduous Clarity
Merrin Karras - Northwest Passage - Drawn, Quartered
Rafael Anton Irisarri - Peripeteia - Arduous Clarity
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(Last Show April 12)
suspiramos entre um animal
e um corpo
que se revela apaixonadamente nu
as rugas nas mãos vazias
o rosto das manhãs
a barriga para cima
a proximidade da água corrente
as asas
Mas agora nada
a vida adiada
a falta de mergulhos
um tanto de mar e de vento
a liberdade como esse infinito navegar impreciso de multiplicação
os cafés da cidade cancelados
a subida à cordilheira
e o sol imensamente aberto
fecha a luz da despedida
nossas bocas cospem espartilhos repetidos
são todos os dias
e as noites
nunca o fim pareceu tão óbvio e próximo
A solidão
costura o bordo
que não tem senão
a linha das emoções e pensamentos
estoiram medos pelos cantos
já nada cabe nas ondas
pequenas folhas de pneuma
pintam de escuro o pano dos dias
Agora nada
procuramos na casa de dentro
algo que sustente
talvez um jogo
talvez palavras
a embarcação do corpo
esse viajante
observador das estrelas
pedimos perdão e alegria
à espera
continuamos à espera
E agora nada
suspiramos entre um animal
e um corpo
que se revela apaixonadamente nu
as rugas nas mãos vazias
o rosto das manhãs
a barriga para cima
a proximidade da água corrente
as asas
Mas agora nada
a vida adiada
a falta de mergulhos
um tanto de mar e de vento
a liberdade como esse infinito navegar impreciso de multiplicação
os cafés da cidade cancelados
a subida à cordilheira
e o sol imensamente aberto
fecha a luz da despedida
nossas bocas cospem espartilhos repetidos
são todos os dias
e as noites
nunca o fim pareceu tão óbvio e próximo
A solidão
costura o bordo
que não tem senão
a linha das emoções e pensamentos
estoiram medos pelos cantos
já nada cabe nas ondas
pequenas folhas de pneuma
pintam de escuro o pano dos dias
Agora nada
procuramos na casa de dentro
algo que sustente
talvez um jogo
talvez palavras
a embarcação do corpo
esse viajante
observador das estrelas
pedimos perdão e alegria
à espera
continuamos à espera
E agora nada
Poema | Poem by - Ana Freitas Reis
Fotografia | Photo by - Alípio Padilha
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